O que você faz?

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Respondeu à pergunta? Você pode estar entre aqueles que dirão: “Eu sou engenheiro” ou “eu sou chefe do departamento de sei-lá-oquê”.

As pessoas mais questionadoras talvez fiquem um pouco em dúvida antes de responder. Além do mais, nós fazemos muitas coisas ao longo do dia. O trabalho é só uma delas. Ele é importante porque nos dá o sustento, mas nem sempre ele nos completa e dá sentido à vida. Alguns precisam unir o útil ao agradável, outros descobrem novas formas de sentir-se completo. No fundo, o perigoso é achar que ele e, somente ele, nos define.

Se, depois de toda essa reflexão, você ainda não sabe o que faz, lembrei de um bom exemplo.

Um dia, li uma entrevista com o criador da Microsoft, Bill Gates. Depois de que o saudoso Steve Jobs ganhou notoriedade, eu pouco ouvi falar desse homem. Fiquei surpresa em saber que ele não atua mais diretamente em sua empresa, mas lidera ao lado de sua mulher na ONG criada por eles, a Bill & Melinda Foundation, que investe uma boa grana para combater doenças, a miséria, a fome, melhorar o sistema agrícola da  África. Enfim, ele usa o dinheiro e a informação que conquistou ao longo da vida para ser um cara legal. Um cara que ajuda as pessoas, que está preocupado com a fome, que deve ser um bom marido e companheiro também, já que ele administra a sua fundação ao lado de sua mulher. Pesquisando mais um pouco, descobri que ele já faz isso há mais de 20 anos.

Acredito que nós, seres humanos, não estamos aqui só para passarmos despercebidos. Não é necessário ganhar fama ou dinheiro, acho apenas necessário que você mesmo saiba que deixou alguma marca. Isso é o que eu acredito que deva ser um “ser” humano. Grandes feitos tampouco são exigidos. Se você amar verdadeiramente as pessoas, cuidar bem de si mesmo ou fazer um trabalho voluntário por uma semana, você vai se sentir diferente, grande, completo. É preciso muito pouco para ser alguém.

Testemunhei muitas pessoas infelizes nesses tantos anos de vida que entraram em colapso por perder uma posição ou um emprego. Não falo da situação financeira. Claro que passamos por dificuldades na vida. Só não acho justo, perder o sentido da vida quando se perde uma das coisas que formam a nossa personalidade. Porque ser é acumular muitos “seres” dentro de nós e não apenas um único título.

E agora. Quem é você?

Fabi Schiavon

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