Os seus próprios mandamentos

Há quem tenha certa dificuldade de encontrar uma religião. A maioria delas tem regras, o que ajuda a manter a sociedade em ordem, mas o exagero delas pode brecar o conhecimento, a evolução. Partindo do ponto de vista que seria legal sermos pessoas melhores a cada dia, não dá para ficar empacado na própria culpa ou preso a uma ideia fixa. Com esse dilema em mãos, sem encontrar um meio-termo por aí, comecei a criar a minha própria religião (inspirada em muitas religiões que já existem). Não fiz isso no sentido de me tornar uma nova “messias”. Por que se for assim, aí eu estarei criando uma nova religião e pessoas vão seguir os meus padrões e deixar de criar os seus próprios. A ideia, para quem quer que leia este registro, é servir de inspiração para que todos criem suas próprias regras, sua própria religião. Aí, o mundo terá a religião da Maria, do João, da Joaquina. Pode até ser que alguém se identifique mais com uma ou com outra, mas nunca, nunca deve segui-la como regra. E isso, só isso, pode ser uma regra. Outro dia, li um conto de Machado de Assis. Nele, um homem discursava, em uma roda de amigos, sobre sua teoria de que homem tem duas almas. A alma de dentro e a de fora. Disse ele que “a alma de fora pode até ser um botão de camisa”, pois ela é tudo aquilo que nos mantém vivos, felizes, o que nos dá razão de viver. E que isso, pode mudar a todo o tempo, sem regra.  Achei essa ideia um bom princípio básico de sobrevivência. Se cantar me faz feliz agora, pode ser que eu mude para dançar, depois para correr, depois para comer muito chocolate. É isso. Sobre a alma de dentro não me importa explicar agora. É simplesmente aquela que faz a gente se sentir vivo. Falando em princípios, só esse não foi suficiente, então criei algumas regras básicas. Por enquanto, são meus quatro mandamentos:

  1. Não faça com ninguém, aquilo que você não quer que façam com você
  2. Não se apegue demais a nada. Nada é seu, nem meu. Ninguém é de ninguém
  3. Mas…trate tudo o que está a sua volta com muito amor e carinho e receberá tudo isso de volta, de alguma maneira. Se não receber, pelo menos terá feito sua parte na construção de um mundo melhor
  4. Trate bem também tudo o que está a sua volta. A cidade em que você mora, os bichos, o cimento, a pedra. O que quer que seja. Isso mantém a frequência da Terra ao seu favor ou, então, o planeta vai girar mais feliz (no mínimo)
  5. Não leve tudo tão a sério (dica da Paula, deixada nos comentários)
  6. Livre-se da culpa. Ela não serve para nada, é o que sempre dizem. Mas, a gente sempre esquece

Em edição infinita…

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2 comentários sobre “Os seus próprios mandamentos

  1. fabi-querida, concordo com os mandamentos! gostei!
    acrescentaria mais um: não se leve muito a sério. nem os outros! isso evita uma baita pressão/ansiedade/julgamento que fazemos da vida e dos outros.
    não tô dizendo que é fácil, mas é interessante tentar. 😉

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