Os malefícios das palavras de alto teor calórico

Não reclame. É muito perigoso. Duvido que você não sabia que reclamar afeta os glóbulos médios, altos e baixos, brancos, vermelhos e azuis que percorrem suas veias sanguíneas.

No meio desse caminho, as palavras proferidas com raiva destroem o coração, afetam o fígado e prejudicam o intestino grosso, o fino e o longo.

Reclamar também é prejudicial à saúde dos outros. Dependendo do volume ou do tom de voz proferido, pode danificar os ouvidos de quem estiver ao seu lado. Dependendo da intensidade ou do volume do som da voz pode até alterar a pressão e provocar um infarto do miocárdio.

 

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Fabi Schiavon

A Moça do Lenço Amarelo

Era uma casa não muito engraçada. Grandiosa, com um belo quintal, um lindo jardim. Lá morava uma família jovem. Casados há poucos anos, eles tinham dois filhos pequenos. Viviam bem, felizes, mas confinados, protegendo-se de um bairro perigoso, sujo, hostil.

Era preciso mudar de lugar. Anos depois, saíram de lá. Os pais encontraram uma casa menor, enquanto os filhos foram atrás de sua independência.

Dos dois irmãos que cresceram lá, Antonio voltou. Agora era uma tia dele que tomava conta da casa. Em uma visita depois de anos, ele entrou, olhou para fora da janela do quarto maior e viu o quintal. Dessa vez, ele não viu as flores do canteiro. Atrás das plantas, o quintal agora estava ocupado com muita gente trabalhando, com roupas que pareciam velhas e fora de moda. Todos conversavam muito.

Uma mulher chamou mais a sua atenção. Ela tinha um lenço fino envolta da cabeça, que ajudava a formar um topete. Era de um amarelo claro que combinava com os tons de marrom do vestido. Ela o olhou fixamente, e ele assustado, correu para a cozinha.

Tia zuzu estava passando o café com toda a calma do mundo, mas viu que ele estava pálido.
– Está tudo bem com você, meu filho?

– É, claro, claro. Só fiquei curioso. A senhora quer ajuda com as flores lá fora?

– Por que essa pergunta agora? Acha que minhas flores estão maltratadas?

– De jeito nenhum tia, é só preocupação de sobrinho!

– Hum, já sei. Você gosta de flores?

A cabeça dele girou. Ele não lembrava a última vez que teria sentido cheiro de terra. Era óbvio que ele não entendia do assunto e nem tinha interesse em entender, em um primeiro momento. Em segundos, ele procurou uma resposta em sua cabeça que não o comprometesse, mas que o ajudasse a entender o que acontecia naquele jardim. Respirou fundo, abriu um sorriso e disse:

– Sim. Gosto muito, mas eu não tenho muito jeito com isso. Seria legal se a senhora pudesse me dar algumas dicas, O que acha?

– Claro! Venha na semana que vem. Você estará de férias, não? Assim teremos a tarde toda para deixar o jardim em ordem e se divertir com plantação!

– Combinado, Tia.

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O Encontro

A semana passou, e ele voltou. Quanto tia Zuzu preparava um café para que eles não começassem a trabalhar de estômago vazio, Antonio foi xeretar a janela. Ele respirou fundo, correu para o quarto e olhou, morrendo de medo, de ver a mesma cena. Ela estava lá. A cena podia não ser a mesma, mas a moça do lenço amarelo estava lá, com a mesma roupa, conversando e trabalhando. Desta vez, os seus olhares não se encontraram.

Tia Zuzu o convidou para o café. Ele comeu ansioso cada bolinho de chuva que estava em cima da mesa. Procurou encurtar o assunto para acabar com tudo aquilo de uma vez. Antonio havia passado a noite quase toda pensando naquela mulher. Ela era bastante bela, com um olhar sublime, que lhe dava paz.

– Vamos começar, então?, exclamou a tia cheia de vontade.

Levou um segundo, mas na cabeça de Antonio foram muitos minutos que levaram até eles cruzarem pela casa para chegar à porta dos fundos. Assim que eles passaram pela porta, Antonio a viu. Seu coração palpitava, e ele esperava o momento em que a tia se aproximasse dela para que os dois pudessem ser apresentados. A tia foi caminhando e falando sem parar sobre as flores do largo canteiro. Deu detalhes de quando comprou cada muda, quanto custou, selecionou as que mais gosta e nada de chegar naquele ponto de lá do jardim.

A esse ponto, Antonio já se preocupava com a atitude da tia, que parecia estranha. Ele decidiu acelerar o processo e perguntar sobre a flor que estava sendo cuidada pela bela moça do lenço amarelo. Seria impossível não iniciar qualquer conversa dessa forma.

– Tia, qual o nome daquela flor? Eu não lembro de tê-la visto antes.

– Claro! é um Bico de Papagaio, bastante rara. Eu mesma não entendo como ela sobrevive há tantos anos.

Foi em vão a tentativa de Antonio. Assim que eles se aproximaram da flor, todos aquelas pessoas desapareceram de sua frente.

Ele veria a mulher mais uma vez: no álbum antigo de sua família.

Bom é o contrário de ruim

Lá moravam intelectuais, ricos e pessoas bem acomodadas em seus casarões aquecidos. No cenário, belos montes cobertos de gelo, na Suíça.

Nesse cenário, tudo é possível? Nem sempre. Uma mulher, em uma fase em que se sente totalmente abandonada pelos amigos e pela família, decide fazer uma boa ação no Natal ao perceber que vive próxima a um abrigo para refugiados.

Como atriz, ela teve a ideia de dar aulas de teatro aos pobres hospedados, que aguardavam sua autorização para ficar.

A maioria das pessoas de lá vê essa atitude como um dos maiores absurdos feitos por um ser humano. Um dos motivos, é que não seria correto fazer com que aquelas pessoas se sentissem acolhidas por aquele pais, já que não se sabia se elas conseguiriam a permissão para ficar.

Ela é questionada fervorosamente, e todos acreditam que aquela senhora está fazendo tudo aquilo para se autopromover.

Poderia até ser, mas ela acabou fazendo algo muito maior do que imaginava. Bastou ela seguir seu coração e acreditar que o que ela fazia era bom. Nem certo, nem errado, mas bom), que é o contrário de ruim.

Nem tudo que não é permitido ou parece impossível, pode ser ruim. Algumas regras existem para serem quebradas ou adaptadas, por um mundo mais tolerante.

Fabi Schiavon

Sobre o filme:

Heróis improváveis (Schweizer Helden) – Diretor Peter.

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Buda

Estava à procura da paz
Encontrei o Buda
Ele provou que sofro, a cada meia hora
Ele disse para eu entender porque sofro
Um livro com menos de 100 páginas
Anos de meditação para concluir só a primeira fase
To começando a sacar, caro Buda

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Foto: Fabiana Schiavon

Vivendo no Frio

Ela estava perturbada. Não tinha mais identidade e buscava ser alguém, desesperadamente.  Ao invés de buscar uma solução, agiu feito uma criança e disse que a culpa era toda dele. Fez birra e ameaçou fugir de casa.

Ele disse que não tinha nada a ver com isso, já que ela tinha se perdido sozinha. Ele tentou ser um bom marido, o tempo todo. Ela teimou. Disse que ele era um egoísta, milionário irresponsável, que não ligava para os males do mundo.

Ela, então, decidiu começar a salvar o mundo, na tentativa de salvar a si mesma.

Ela o culpava por ter uma vida vazia. Mas, foram os dois juntos que decidiram se casar. Ela escolheu seguir essa vida, ser sustentada por ele e ficar no vazio, sem objetivos para viver.  A culpa foi dele?  Será? Quando começa a responsabilidade de cada um sobre si mesmo? Ou quando a culpa é sua ou é do outro ou é do mundo? É quase sempre sua. Essa é a resposta. A escolha é sempre sua.

Mesmo quando só é possível escolher entre duas coisas ruins. Você é quem escolhe a menos pior. E, ainda, tem um jeito de você olhar para fora e encontrar novos caminhos, uma outra solução, uma outra alternativa, além daquelas que já te mostraram prontas e que aguardam o seu “x”. Tem caneta? Escreva outra coisa embaixo, crie, invente. Assinale o impossível.

Ainda teimando com a sua razão, ela roubou o dinheiro dele. Foi até aquela cabana, deu tudo o que tinha aos pobres e bêbados. Eles queimaram o dinheiro na frente dela. É, eles escolheram viver no frio. Ela chorou e viu que todos fazem escolhas, muitas vezes, que não parecem ser a melhor escolha aos olhos do resto do mundo. Para quem escolheu, no entanto, é a melhor forma de viver.

Ela pensou então: “deixe-os viver no frio”. Eu vou continuar na minha vida quente. Vou perdoá-los e me perdoar por me deixar enganar.  Se eles tocarem a minha campainha pedindo apenas perdão, não será preciso pagar, só perdoar.

Fabi Schiavon

Texto inspirado no drama turco “Winter Sleep”. O longa conta a história de um aposentado  que comanda um pequeno hotel em uma região bastante fria e afastada. Ele vive com uma mulher mais jovem e ambos começam a questionar o sentido de estarem juntos em lugar tão distante e solitário (e muito mais além disso).

Infelizmente,só encontrei o trailer com legendas em inglês. Clique

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O que você faz?

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Respondeu à pergunta? Você pode estar entre aqueles que dirão: “Eu sou engenheiro” ou “eu sou chefe do departamento de sei-lá-oquê”.

As pessoas mais questionadoras talvez fiquem um pouco em dúvida antes de responder. Além do mais, nós fazemos muitas coisas ao longo do dia. O trabalho é só uma delas. Ele é importante porque nos dá o sustento, mas nem sempre ele nos completa e dá sentido à vida. Alguns precisam unir o útil ao agradável, outros descobrem novas formas de sentir-se completo. No fundo, o perigoso é achar que ele e, somente ele, nos define.

Se, depois de toda essa reflexão, você ainda não sabe o que faz, lembrei de um bom exemplo.

Um dia, li uma entrevista com o criador da Microsoft, Bill Gates. Depois de que o saudoso Steve Jobs ganhou notoriedade, eu pouco ouvi falar desse homem. Fiquei surpresa em saber que ele não atua mais diretamente em sua empresa, mas lidera ao lado de sua mulher na ONG criada por eles, a Bill & Melinda Foundation, que investe uma boa grana para combater doenças, a miséria, a fome, melhorar o sistema agrícola da  África. Enfim, ele usa o dinheiro e a informação que conquistou ao longo da vida para ser um cara legal. Um cara que ajuda as pessoas, que está preocupado com a fome, que deve ser um bom marido e companheiro também, já que ele administra a sua fundação ao lado de sua mulher. Pesquisando mais um pouco, descobri que ele já faz isso há mais de 20 anos.

Acredito que nós, seres humanos, não estamos aqui só para passarmos despercebidos. Não é necessário ganhar fama ou dinheiro, acho apenas necessário que você mesmo saiba que deixou alguma marca. Isso é o que eu acredito que deva ser um “ser” humano. Grandes feitos tampouco são exigidos. Se você amar verdadeiramente as pessoas, cuidar bem de si mesmo ou fazer um trabalho voluntário por uma semana, você vai se sentir diferente, grande, completo. É preciso muito pouco para ser alguém.

Testemunhei muitas pessoas infelizes nesses tantos anos de vida que entraram em colapso por perder uma posição ou um emprego. Não falo da situação financeira. Claro que passamos por dificuldades na vida. Só não acho justo, perder o sentido da vida quando se perde uma das coisas que formam a nossa personalidade. Porque ser é acumular muitos “seres” dentro de nós e não apenas um único título.

E agora. Quem é você?

Fabi Schiavon

O último homem do mundo

Deus acordou engraçadinho. Queria provar ao mundo que ele existia de fato. Ele passou uns sete dias pensando em um jeito diferente de surpreender a humanidade. Enviar um novo Messias é chato, o cara vai sofrer à toa e, de novo, a história de filho de Deus não vai colar. Imagina, então, achar uma Maria que tivesse a coragem de encarar essa. Hoje em dia, nem pensar. Também incluiu como opções algumas pragas, tufões ou a criação de um novo gênero de desastre que realmente assustasse os homens, os fizesse pensar no quanto estão estragando o planeta. Mas, depois do tsunami na Tailândia, o furacão Katrina, nos Estados Unidos, nada mais assustaria tanto a humanidade. Além disso, Deus não quer matar, só dar um sustinho.

ultimo homemCansado e sem ideias originais, resolver ir a campo. Desceu na Terra e ficou observando os homens e mulheres, ouvindo seus pensamentos, refletindo sobre eles, mas era tudo tão entediante e óbvio. “Ainda vou ficar milionário”, “Amanhã vou falar poucas e boas para o meu chefe”. Afffe, booooring, pensou o divino.

Isso até que ele encostou ao lado de uma mocinha que estava com raiva dos homens. Sem paciência, por conta das mil vezes que havia sido enganada, ela ficava olhando ao seu redor, tentando imaginar a personalidade de cada homem que estava no vagão daquele trem. Um passatempo para a viagem de 40 minutos.

Viu um nerd com fones de ouvido, um skatista tatuado, um homem de negócios (de terno e gravata) e outros tipos. Até que viu um moço meio a meio. Ele usava camisa e calça social, mas sem gravata. Era tudo meio desengonçado nele.  Ele mascava chiclete, ouvia música em um fone de ouvido branco, bem brega para o gosto da moça. Depois de analisar friamente e também reprovar esse rapaz, imaginando que ele seria um babaca completo _ um daqueles coxinhas que vota nos caras errados, ouve as músicas mais óbvias e só joga videogame nos finais de semana_. Foi quando a sua mente parou e pensou: “Eu não ficaria com ele nem se fosse o último homem do mundo”.

Bazinga! Eureca! Deus havia encontrado a solução!

Antes que um deles descesse em alguma estação mais próxima, Deus agiu rápido. Causou um apagão na energia, e quando a luz voltou. Adivinha? Só estavam lá os dois. A menina tomou um baita susto porque viu seu pensamento atendido e os dois tiveram que conversar:

– Você tá vendo o que estou vendo?

– Sim, mas não estou entendendo nada. As pessoas sumiram, é isso?, respondeu o rapaz.

– Pior que eu estava justamente…bom, deixa pra lá. O trem parou não? Vamos tentar pedir ajuda?

Eles tentaram de tudo. Acionaram alarmes, bateram, gritaram, mas o condutor, pelo jeito, também havia sumido. Em uma hora, eles se deram conta de que todos os funcionários do metrô também. E as outras pessoas que poderiam estar na estação?

– Será que é um ataque alienígena?, questionou o rapaz

– Ah, por favor, você não é homem suficiente para nos tirar daqui, e ainda, eu tenho que ficar aguentando essas teorias sem pé nem cabeça? Poupe-me

– Oi? Um monte de gente some de um vagão, e sou eu quem está maluco?

– É, tá certo, alguma coisa de muito errado está acontecendo.

Foi só a mocinha reclamar, que as portas se abriram. Eles estavam no meio do túnel e tiveram que andar até uma estação mais próxima. Foram quilômetros. Depois, eles saíram para as ruas e começaram a se dar conta de que não havia ninguém na principal avenida da cidade. Ligaram para os familiares, amigos, mas ninguém atendia. Tudo começou a ficar desesperador. Eles choraram, pediram perdão por tudo que haviam feito, foi um desespero só.

– A culpa é minha! Eu disse a Deus que eu não te daria atenção nem se você fosse o último homem do mundo…, chorava a mocinha.

– O que? Eu nem te conhecia, que ousadia! Além do mais, depois sou eu que tenho ideias malucas? Você acha que Deus te ouviria assim? Primeiro, ele nem existe, se existisse, porque atenderia só o seu desejo?

– Eu não faço a menor ideia, mas agora tenho certeza de que você é muito chato. Não sei quem sumiu com todo o mundo, só sei que eu ainda me mantenho firme no desejo de ver você longe daqui, mesmo que seja o último ser humano com quem vou falar.

Enquanto isso, o Todo Poderoso levou toda aquela cidade (com 3 milhões de habitantes) para um salão em um universo paralelo. Contou a história toda ao pessoal e abriu um telão, em que eram transmitidas ao vivo as imagens do casal. O povo, atônito a e perdido, sem entender também o que estava acontecendo, ficou colado na tela. Era o primeiro BBB divino. Quem iria perder?

Lá embaixo, a mocinha deu as costas ao mocinho. Seguiu andando e pensou. “Se eu tenho todo esse poder, vou encontrar no meu caminho alguém que valha mais a pena.” Ela atravessou pontes, ruas, vielas, invadiu um restaurante para matar a sede e a fome. No dia seguinte, ela se deparou com um anjo. Claro, ela foi logo pedindo explicações:

– Você sabia que era culpada pelo sumiço de todos os homens da Terra?, exagerou o anjo.

– Meu Deus! Então é verdade? Ele estava me ouvindo? O que devo fazer? Era só uma piada. Deus não tem bom humor não?

O anjo disse aos risos:

– Bom-humor não falta a Ele. Olhe lá no canto, à sua direita.

Ela viu uma câmera e achou, por alguns instantes, ter sido vítima de uma megaprodução de um programa de TV. Mas, não. A cidade inteira estava assistindo ao vivo a pegadinha de Deus. Chocada com o que tinha presenciado, saiu correndo pelas ruas, aguardando que a maldição tivesse acabado. Lá de cima, todos no auditório morreram de rir e, depois, assustados, perguntaram-se o que estava acontecendo.

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Deus, então, voltou a falar com a multidão.

– Então, pessoal. Só queria deixar claro que eu estou aqui e estou vendo e ouvindo tudinho. Garanti até a cobertura de imprensa de outras cidades. Avisei alguns repórteres de que essa cidade sofreria um grande desastre natural. Agora que está tudo registrado, voltem para as suas casas, mas vê se lembram de mim, vai? Disse Deus, tão carente.

Em sua corrida na Terra, a mocinha então, encontrou um rapaz com uma máquina e um bloco na mão.

– Moço, moço, você viu o que aconteceu? As pessoas já voltaram?

– Você é daqui, senhorita? Sou jornalista e vim cobrir um desastre natural, previsto pelos meteorologistas da minha cidade. Só ainda não entendi o que de fato ocorreu. Parece que você será minha primeira entrevistada.

Enquanto a mocinha explicava tudo ao repórter que ria e, ao mesmo tempo, ficava intrigado, as pessoas foram voltando, pouco a pouco. A conversa entre os dois foi tão boa, que ela acabou ficando amiga do repórter e nunca mais eles deixaram de se falar.

Ela só tinha a mesma certeza: “Eu não ficaria com aquele cara, nem se ele fosse o último homem do mundo.!”

Fabi Schiavon